Como funciona · pesquisa decocms.com
Da pergunta
à vitrine.
Em menos de dez segundos, uma frase vira uma seleção de peças de 75 marcas. Este é o caminho que ela faz.
O caminho, num diagrama
- 01Pergunta
“casamento em maio em Portugal, sou convidada”
o pedido inteiro, com ocasião e restrições
- 02Jev · refinar0,5 s
pergunta só o que falta
horário, traje, orçamento; o resto ele deduz
- 03Jev · marcas0,8 s
10 de 75 marcas
uma nota por marca, todas numa chamada
- 04Modelo de raciocínio
Haiku ou DeepSeek, em teste contínuo
planeja, consulta as lojas e repete se vier pouco
- 05Jev · vitrine−40% custo
12 a 24 de até 90 produtos
uma nota por peça; as melhores, com as marcas alternando
- 06Vitrine
grade, fotos, link para a loja
duas frases, próximos passos, link para compartilhar
01 · A pergunta
Tudo começa com alguém pedindo ajuda, como numa loja.
“Vestido longo para madrinha de casamento de dia.” A frase traz ocasião, horário, comprimento e até o que fica de fora (preto, brilho de noite). Um bom vendedor entenderia na hora, enquanto a busca de um e-commerce devolve qualquer “vestido”. O deco shop lê a frase inteira como o pedido feito a um personal shopper e procura nas 75 marcas ao mesmo tempo.
Quando falta algo que muda a escolha, ele pergunta antes de buscar, como faria um vendedor. Em “tenho um casamento em maio em Portugal, quero um vestido, sou convidada”, ele já sabe que é casamento, que ela é convidada e que maio por lá é ameno, e pergunta o que a frase não diz: de dia ou de noite, qual o traje, quanto quer gastar. As opções vêm ordenadas pelo que é mais provável e ela marca as que valem. O botão Refinar ✨ mostra a mesma tela a qualquer momento.
02 · decoindex
O decoindex entrega cada loja em markdown, do jeito que um agente lê.
Quando um agente abre a página de uma loja, recebe centenas de milhares de tokens de HTML, scripts e menus para achar meia dúzia de informações. O decoindex é um proxy sobre as APIs públicas de catálogo da VTEX e da Shopify. Basta trocar o domínio da URL e a mesma página volta em markdown, com título, preço de catálogo, tamanhos, cor, categorias e o link para a loja.
127×
menos tokens por página (mediana, 12 lojas)
1.356×
na loja mais pesada do benchmark
até 2
pedidos à API da loja por página lida; se alguém já leu, sai do cache
Com páginas tão menores, o modelo pode navegar mais. Ele abre a árvore de categorias de seis lojas, compara, volta e abre de novo pelo custo que antes pagaria por uma única página. A árvore vem com três níveis, porque a maioria das lojas de moda guarda o tipo de peça no terceiro (feminino › roupas › vestidos); com dois, 14 das 75 marcas não tinham onde navegar. Nas lojas VTEX, categoria e palavras saem numa leitura só, pela busca inteligente da própria loja: “vestidos” + “verde” traz os vestidos verdes, e não a primeira página de vestidos para filtrar depois. O decoindex também trabalha a favor das marcas: as imagens continuam no servidor da loja e todo link de produto leva para ela, com atribuição.
03 · Curadoria
75 marcas, cada uma com contexto.
Escolhemos as marcas a dedo, começando pelas lojas dos shoppings que ditam a moda no Brasil, como Leblon, Iguatemi e JK. Para cada uma, registramos o que um vendedor saberia de cabeça: o que vende, para quem, de onde vem, desde quando e em que faixa de preço.
É esse contexto que faz pedidos como “linho, das marcas cariocas” ou “biquíni de luxo” darem certo. Cada informação tem fonte, e quando as fontes discordam o campo fica em branco, para o modelo nunca tratar um palpite como fato.
04 · Jev
O Jev é um modelo feito para decidir, e decide quase tudo aqui.
O Jev, da TypeSafe, recebe um contexto e uma lista de perguntas com respostas fechadas, e devolve a probabilidade de cada resposta, sem gerar texto. No deco shop fazemos a mesma pergunta para cada uma das 75 marcas (“esta marca tem o que o cliente pediu?”), com três respostas possíveis: não vende isso, talvez tenha algo, vende exatamente isso. O Jev responde as 75 em paralelo, numa única chamada.
“tênis de corrida até 600 reais” · resposta do Jev por marca
0,8 s
para pontuar as 75 marcas
US$ 0,0003
por chamada, só a entrada é cobrada
10 de 75
marcas seguem para o próximo passo
Entende o pedido
sete perguntas de múltipla escolha (ocasião com o papel nela, horário, traje, clima, cor, estilo, orçamento), cada uma com “indefinido” e com um “isso importa aqui?”. O que importa e está indefinido vira pergunta para o cliente. Uma chamada, US$ 0,0002, meio segundo
Escolhe as marcas
as 10 de 75 que o modelo de raciocínio vai considerar, o que deixa o prompt com 10 fichas em vez de 75
Dá nota a cada peça
a cada rodada de busca, que traz até 90 produtos; só as 30 melhores voltam para o modelo ler
Monta a vitrine
as melhores notas, de 12 a 24, com as marcas alternando; e decide se vale mais uma rodada em outras marcas
Acha a categoria
quando nenhum nome de categoria da loja diz o tipo de peça, como em “/lovedress/shop”; a resposta fica guardada por uma semana
05 · Raciocínio, em teste contínuo
Os modelos competem em produção, e os que perdem saem.
Um modelo de raciocínio conduz a busca com duas ferramentas. A find_products consulta até seis lojas em paralelo pelo decoindex. Quando sabe o tipo de peça, navega pela categoria da loja com os atributos do pedido (“linho”, “midi”, “corrida”); quando não sabe, usa a busca da própria loja. A responder encerra a vez: duas frases para o cliente e os próximos passos sugeridos, numa chamada só. Ele não escolhe as peças uma a uma; isso ficou com o Jev, que faz melhor e mais barato.
Cada conversa é atendida por um modelo sorteado no início e mantido até o fim. Um painel compara os modelos pela taxa de conversas que terminam em clique para a loja, pela latência, pelo número de resultados, pelo 👍/👎 e pelo custo de cada busca. Começamos com sete. Em uma semana de uso real, o Claude Sonnet custou 19 vezes o Haiku por busca, e Gemini, Qwen, Muse e GLM levavam de 22 a 35 segundos. Ficaram Haiku e DeepSeek. Trocar de modelo é mudar uma linha de configuração.
06 · Coleta e julgamento
Escolher dá mais trabalho do que buscar.
Com os produtos coletados, regras simples tiram primeiro o que não cabe: peças do outro departamento, linhas infantis, cor diferente da pedida (a camisa preta numa busca por “camisa de linho branca”) e cadastros errados das lojas, como um “Kit Calcinhas” na categoria de biquínis. Depois o Jev dá a cada peça uma nota de 0 a 2 contra a conversa inteira, e a vitrine sai dessas notas.
Filtra
departamento, idade, tipo de peça e cor, com regras fixas que não custam nada
Pontua
o Jev dá nota a cada peça de acordo com o pedido e os detalhes escolhidos
Monta
12 a 24 das melhores, nenhuma marca ocupando a vitrine; se vierem poucas boas, mais uma rodada em outras marcas
Explica
o modelo escreve duas frases com o critério e sugere 2 a 4 próximos passos
−40%
custo por busca quando o Jev passou a montar a vitrine (US$ 0,0037 → 0,0022)
−47%
tokens de entrada lidos pelo modelo
8,7 s
por busca, antes 12,2 s, nas mesmas perguntas
07 · A vitrine
A vitrine que o cliente vê.
Enquanto busca, a tela conta o que está fazendo: quais marcas escolheu, o que procura em cada uma, quantas peças achou e quantas combinam, e as fotos encontradas vão passando. Quando a seleção chega, vira a grade. Cada peça abre com fotos, tamanhos e o link para comprar na própria loja, que dá a palavra final sobre preço e estoque. Em “Mais como este”, um modelo de visão barato olha uma única foto, a da peça escolhida, e descreve cor, estampa e comprimento, e o Jev usa essa descrição para buscar e ordenar as parecidas. Toda busca vira um link para compartilhar, com a foto da peça no preview do WhatsApp, e a mesma pergunta feita no mesmo dia sai do cache em 0,2 s.
Sobre este projeto
O deco shop é um projeto de pesquisa da decocms.com.
Na decocms construímos agentes de IA que otimizam experiências digitais, como sites, lojas e catálogos, e medimos em produção o que funciona. Aqui testamos com tráfego real como agentes navegam catálogos de verdade, quanto custa ler uma loja, qual modelo escolhe melhor e em que pontos um modelo de decisão barato substitui um de raciocínio caro.
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